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Eugenia Rufino

2011

Maternidade

As esculturas “Maternidade” e “Imperatriz” surgem num conceito mais amplo do meu trabalho e que resulta numa reflexão sobre Comunidade Global e os seus valores normativos que nos obrigam a assumir uma identidade cultural. Ambas tratam o corpo como um espaço limitado e a primeira “fronteira” com que o individuo se debate como membro de uma comunidade abordando aqui as regras de “normalidade” e liderança.

Em “Maternidade” recorro a múltiplos que embora idênticos através do processo da sua execução surgem com pequenas alterações que o os fazem simultaneamente diferentes. A procura de um corpo socialmente aceite e a sua reprodução através de formas artificiais origina que as normas socialmente impostas sejam alteradas continuamente e apontam para uma uniformização global, inconsciente e quase obrigatória do indivíduo tal como descrito no “Admiravelmente Mundo Novo” de Aldus Huxley.

Imperatiz

Em “Imperatriz” é o factor individual e de liderança que está em evidência. A utilização de factores especificamente individuais conjugados com elementos identificadores de poder socialmente aceites formam as lideranças ligadas ás hierarquias. O cabelo (ou a falta dele) cuja utilização e manipulação assume em quase todas as sociedades uma identificação cultural forte está associado frequentemente a uma ostentação individual e tradicional do poder.

Bio

Curso de artes plásticas pela ARCO em 2008; Slade School of Fine Art, UCLondon em 2005; curso de pintura pela ARCO em 2006.
Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro desde 2005 de onde se destacaIniciativa X na galeria Arte Contempo, Lisboa; GubergeHouse – London details/Summerlegs; Reflection – international Art Exhebition em Houston, EUA; Hochzeit (momento alto) no Museu da Horta, Açores.