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Filho da Mãe

2015

Mergulho

Esta proposta objectiva a criação e génese do novo álbum de Filho da Mãe, em modelo de residência artística no Concelho de Amares.

Evidenciando a obra deste intérprete, esta proposta contribui para a reflexão em torno da multiplicidade de movimentos intrínsecos à produção artística musical, proporcionando simultaneamente, momentos de diálogo com imagética pessoal do autor e o património sonoro da região.

Foram inúmeros os tocadores e construtores que geração após geração nos presentearam com um reportório tradicional, enraizado no património Minhoto, mas que face às exigências dos ouvidos atentos dos mais jovens, se encontram agora obsoletos e carentes de novas estéticas e linguagens.

É neste contexto que surge Filho da Mãe, enquanto elemento capaz de reivindicar a contemporaneidade sonora nos instrumentos de corda, sem nunca esquecer o património cultural que os fez nascer. Um dedilhar que nos conta uma vez mais a história, numa nova linguagem, atenta, incisiva e inclusiva.

Esta residência terá um caráter experimental, onde Filho da Mãe se deixará seduzir pelo património sonoro Amarense, trabalhando com um produtor in loco, num diálogo constante com a paisagem natural e construída, com a gastronomia, com os residentes e com todas as experiências do seu dia a dia.

Pretende-se que esta edição fonográfica, potencie as dinâmicas internas ao concelho, onde as competências económicas instaladas, as valências artesanais, a herança patrimonial e os câmbios interageracionais reforçam toda uma rede de produção existente, enfraquecida pela longa ausência de agentes dinamizadores.

Bio

Rui Carvalho é oriundo dos subúrbios de Sintra, de Queluz. É formado em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Especializa-se em Paleolítico e frequenta uma Pós-Graduação em Geoarquelogia na Faculdade de Ciências de Lisboa, durante, perde-se na e para a música, que comec?ou cedo com a guitarra do Pai (Membro efémero de Filarmónica Fraude). As primeiras incursões com mais visibilidade nos palcos são com os If Lucy Fell, banda de noise pós-hardcore com tendências para a matemática desajeitada. Mais tarde, põe em prática, relutantemente, a guitarra a solo com Filho da Mãe e dedica-se, num salto, a isso exclusivamente. Estreou-se com “Palácio” (Rastilho Records- 2012) e seguiu-se um EP de sete polegadas a meias com Linda Martini. Em 2013 sai o segundo disco, “Cabeça” pela Cultura Fnac e Lovers & Lollypops. Entretanto colaborou ao vivo com músicos de Linda Martini, PAUS, com JIBÓIA, Norberto Lobo, Tó Trips e mais recentemente, num disco a sair pela Revolve, com Ricardo Martins na bateria.
Das muitas dezenas de concertos de norte a sul do país destacam-se as presenças nos festivais Milhões de Festa, Bons Sons, Serralves Em Festa, Mexefest, Festival para Gente Sentada, D´Bandada.