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Pedro Cabrita Reis

2015

Favorite Places #8

Oficina #1, #2, #3, #4

Bio

Pedro Cabrita Reis nasceu em 1956 em Lisboa (onde vive e trabalha), é um dos artistas portugueses mais conhecidos da actualidade. Participou em exposições internacionais de renome: entre outras, o seu trabalho foi exposto na 9.ª Documenta de Kassel e na 24.ª Bienal de São Paulo. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza.

A complexa obra de Pedro Cabrita Reis inclui uma multiplicidade de meios, dos desenhos sobre papel utilizando grafite e pastel, passando pela pintura em grande escala, até às instalações de dimensões arquitecturais. Os meios que utiliza individualmente fluem uns nos outros sem perderem o seu carácter próprio. Esculturas transformam-se em imagens; quando presas a janelas, as pinturas articuladas em áreas monocromáticas de côr conduzem a elementos arquétipos da arquitectura ou desenvolvem qualidades esculturais. Fotografias que surgem nas instalações conseguem abrir infinitos espaços de memória e reflexão. A `natureza´aparece no seu trabalho de uma forma extremamente filtrada, como um espaço para o pensamento. A perda da natureza como ideia referencial é uma força motivadora no trabalho de Pedro Cabrita Reis. O artista vê a arquitectura como tomando o seu lugar, e percebe-a como disciplina mental ou `exercício de realidade´através do qual nos medimos a nós mesmos e ao mundo. Isto requer uma alta precisão.

O artista trabalha precisamente com as várias qualidades físicas dos frequentemente utilizados materiais pobres que utiliza. A estética subtil nas intervenções de Cabrita Reis apela à AISTHESIS do espectante, cuja percepção é requerida de modo especial. Em geral, a qualidade pictórica e as condições de visibilidade são assuntos centrais para o artista. As suas instalações arquitectónicas também podem ser percebidas como ocupações territoriais, exclusões e delimitações. Por isto mesmo, contudo, elas também reflectem possibilidades de conexões, de comunicação e de troca, sendo espaços onde a realidade ocorre. O invisível mostra o visível enquanto eco da memória.